#314 Quero começar a praticar o Budismo, como encontro um mestre?




Sobre Budismo show

Summary: Clique aqui para aprender o Budismo do 0, passo a passo Versão em texto do Podcast: Olá, sou Leonardo Ota! Uma pergunta frequente que eu recebo no instagram do Sobre Budismo – @sobrebudismo é “Quero começar a praticar o budismo. Como eu encontro um mestre?” Eu gostaria de compartilhar com você uma resposta que eu dei a essa pergunta, baseada na minha própria experiência. Se você está aqui pela primeira vez, eu sempre digo isso, porque eu acho importante: eu compartilho aqui minhas experiência como praticante leigo, eu não sou monge e não sou mestre. É importante eu te dizer que eu não estou aqui para te ensinar algo, mas compartilhar as minhas experiências. Então, olha que interessante, eu dei uma resposta para essa pessoa, da seguinte forma:  “Se você começou no budismo agora e está entendendo a importância que é ter um professor para te orientar, um mestre, como você encontra um mestre, como você se torna aluno? Pense ao contrário, se coloque no lugar de um mestre: Você é um mestre budista e está lá, em suas atividades, e chega uma pessoa pedindo para ser seu aluno. Como um mestre imagina que seria um bom discípulo? É uma pessoa que pratica diariamente, que faz parte de uma comunidade budista, que apoia essa comunidade budista, que se dedica ao Dharma, que faz retiros.”  Então basicamente é isso. É preciso criar um relacionamento com o mestre Não adianta você pensar “ah, eu quero ter um mestre budista” e aí chega para um mestre e fala “ah, eu quero ser seu aluno”. Então ele vai perguntar como é sua prática.  É como um relacionamento: se você chegar para uma pessoa que você nunca viu e pedir para casar com você, ela vai dizer não! Você conhece a pessoa, você convida para tomar um sorvete, ir no parque, passear, ir no cinema. Vocês saem juntos, talvez no primeiro encontro não aconteça nada, mas aí de repente vocês trocam telefones, e-mails, mensagens… Você vai construindo essa relação. Aí depois vocês saem mais vezes por algum tempo, você fica com essa pessoa, e após um tempo, se der certo, começa a namorar. E depois de um tempo, de forma natural, você pode casar com essa pessoa. Esse é um exemplo hipotético, claro, porque um casamento pode acontecer de várias outras formas.  Então com o professor é a mesma coisa. Não que você vá casar com seu professor, mas você vai se relacionando, conhecendo, apoiando a comunidade daquele professor, a escola ou a organização que ele fundou. Você ajuda a cuidar, pratica na comunidade budista com alguma frequência, dedica um pouco de tempo para ajudar em alguma coisa, faz retiros regularmente, um ou dois por ano. Então se você quiser conhecer um mestre e ter um mestre para te orientar, esse é o caminho.  É preciso oferecer, não pedir Estou dizendo isso na minha própria experiência. Como eu conheci meu primeiro mestre? Eu ofereci, eu falei “ah, eu tenho umas ideias, eu gostaria de ajudar a comunidade na qual o senhor faz parte” – minha relação com o mestre começou pela internet. Olha como é diferente: eu não falei “eu quero que você me oriente, eu quero ser seu aluno”. Saia do aspecto do budismo e vá para o aspecto humano, da vida comum, e pense: qual a melhor forma de se aproximar de uma pessoa? É oferecendo algo. Oferecendo uma escuta, ajudando, apoiando, não pedindo, querendo. “Ai me ajuda, eu tô com um problema” “Me ajuda? Eu não tô nem aí pra você, é eu, me ajuda?” Passo a passo para ser aluno de um mestre “Eu quero ter um professor para me orientar, o que eu faço?” O caminho que eu sugiro, de forma geral, segue um passo a passo que eu vou dar aqui para você.  Primeiro Passo: encontre uma comunidade budista (Sangha), online ou presencial. Aqui, por exemplo, no Sobre Budismo nós criamos a Tutoria, que não é uma comunidade budista, porém tem um professor ensinando, tem um grupo de pessoas. É um bom começo. Se você quer saber mais detalhes sobre a Tutoria do Sobre Budismo, aqui na descrição do podcast